Produtos mais consumidos no carnaval têm alta taxa de impostos

8 de fevereiro de 2013

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, IBPT, revelou que os produtos mais consumidor no Carnaval têm embutida em seu valor alta taxa de tributos.

As bebidas têm a maior incidência de tributos: 76,66% na caipirinha, 62,20% no chope, 55,60% na cerveja e 46,47% no refrigerante em lata, conforme aponta o estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário – IBPT.

De acordo com o presidente do IBPT, João Eloi Olenike, esses produtos têm uma elevada carga tributária por não serem itens considerados essenciais pela legislação brasileira.

Os tributos correspondem a 42,71% do preço da máscara de lantejoulas; 36,41% da fantasia de tecido, e 45,96% do colar havaiano. A pesquisa do IBPT também informa que o peso dos tributos equivale a 45,59% do preço da buzina a gás, 43,83% do valor do confete ou serpentina e 45,94% do spray de espuma.

Para os foliões que pretendem acompanhar os desfiles das escolas de samba pessoalmente, o estudo aponta que a o Leão abocanhará 36,28% do preço de um pacote de viagem que inclui hospedagem, transporte e ingressos para o sambódromo.

Veja a carga tributária de outros itens consumidos no Carnaval: 

Água de coco – 34,13%
Água mineral – 44,55%
Apito – 34,48%
Bandolim – 39,14%
Banjo – 39,21%
Bateria    – 38,30%
Biquini com lantejoulas    – 42,19%
Bronzeador – 49,08%
Buzina à gás – 45,59%
Cadeira de praia – 40,62%
Caipirinha – 76,66%
Caixas de som amplificadas – 45,81%
Câmera fotográfica – 44,75%
Cavaquinho – 38,33%
Cerveja (lata ou garrafa) – 55,60%
Chope – 62,20%
Colar havaiano – 45,96%
Confete/ Serpentina – 43,83%
Cuíca – 38,30%
Fantasia – roupa com arame – 33,91%
Fantasia – roupa tecido    – 36,41%
Hospedagem em hotel – 29,56%
Mascara de Lantejoulas – 42,71%
Pacote hotel, ingresso e transporte – Desfile carnaval    – 36,28%
Pandeiro – 37,83%
Preservativo – 18,75%
Refrigerante (lata) – 46,47%
Refrigerante (garrafa) – 44,55%
Spray espuma – 45,94%

Por  PAULA FURLAN NA PELE DO CONSUMIDOR