Pela primeira vez desde 2014, o número de dívidas regularizadas fechou o ano em crescimento

22 de março de 2018

Pela primeira vez desde 2014, o número de dívidas regularizadas fechou o ano em crescimento. Essa grande notícia foi destaque em um novo indicador lançado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), que mensura a recuperação de crédito do consumidor em todas as regiões brasileiras.

Aumentou em 4,42% o volume de dívidas atrasadas que foram totalmente quitadas ou renegociadas pelos devedores junto às empresas credoras. Para ter uma ideia de como esse número é uma boa notícia para o varejo, considerando todo o ano de 2017, apenas no mês de janeiro esse número havia ficado no azul: alta de 19,59% no período. No resto do ano, ou seja, entre fevereiro e novembro, foram sucessivas as quedas nas renegociações, tendo sido observada, em outubro, a maior delas: uma retração de mais de 24% na quantidade de dívidas colocadas em dia.[

Dinheiro extra ajuda brasileiro a consertar finanças

O fator mais importante para que o brasileiro conseguisse arrumar as finanças no fim de ano foi o tradicional pagamento do 13º salário, entre outras bonificações típicas do período. É nessa época também que as empresas dos mais variados ramos promovem campanhas de regularização de pendências. Graças a esse dinheiro extra, aumentou em 38% o volume de dívidas recuperadas pelos lojistas na comparação com outubro.

Brasileiro prioriza dívidas com juros mais altos

As dívidas bancárias, como as contraídas no cartão de crédito e via empréstimos ou financiamentos, foram as que o brasileiro mais colocou em dia no último fim de ano: elas respondem por um total de 45% das regularizações do período. Os economistas avaliam como positivo esse tipo de priorização por parte do consumidor, uma vez que representam as dívidas que mais pesam no bolso em virtude dos altos juros.

Outros tipos de compromisso que também recebem destaque nas quitações e renegociações são as contas de serviços básicos, como água e luz (21% do total das dívidas pagas), crediário no comércio (21%) e serviços de telefonia, TV por assinatura e internet (5%).

Confira dicas para adotar uma técnica eficiente de cobrança:

– Automatize seus recebíveis: existem vários softwares que podem tornar seu processo de cobrança muito mais assertivo e inteligente. Com o auxílio da tecnologia, você pode identificar quem são os clientes com pagamentos atrasados, avaliar o tempo de atraso e se preparar para a abordagem.

– Equipe treinada: cobrar um cliente por atraso no pagamento é uma tarefa que exige muito cuidado na abordagem. Não pode haver constrangimentos nem humilhações. Realize a cobrança de força cordial e respeitosa, mas deixe claro que receber por um produto ou serviço prestado é seu direito como empresário.

– Dê alternativas: muitas vezes, o consumidor não tem condições de quitar uma dívida integralmente, principalmente por conta dos juros. Nesse caso, uma estratégia é oferecer opções de parcelamento. É melhor receber ao menos parte da dívida do que não reaver o crédito perdido. Na hora de oferecer facilidades, tenha cuidado para que a proposta seja realista para o consumidor.

– Faça lembretes: nem sempre a inadimplência é uma decorrência da má-fé do consumidor. Há alguns casos em que o cliente se atrapalha com o prazo das compras e se esquece de fazer o pagamento. Uma estratégia que pode se mostrar eficiente é enviar lembretes, por e-mail ou celular, da data de vencimento de uma conta. Isso pode evitar uma inadimplência futura.