Busca por crédito cai -4,83% em fevereiro em comparação com o mesmo período de 2024, aponta indicador da CNDL/SPC Brasil

3 de abril de 2025

Busca por crédito cai -4,83% em fevereiro em comparação com o mesmo período de 2024, aponta indicador da CNDL/SPC Brasil

A busca por crédito no país caiu ‐4,83% em fevereiro de 2025 em relação a fevereiro de 2024. Na passagem de janeiro para fevereiro, o número de consultas caiu -21,14%. É o que mostra o Indicador de Demanda por Crédito da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

“O aumento dos juros encarece o crédito e reduz sua demanda. Os consumidores estão mais cautelosos para contratar novas dívidas, além de enfrentarem barreiras na obtenção de crédito devido a restrições cadastrais. A alternativa para os consumidores é buscar fintechs, cooperativas de crédito ou programas de renegociação de dívidas em condições mais favoráveis. No entanto, para realmente ser uma opção vantajosa, é preciso priorizar quitação de dívidas caras antes de contrair novos créditos, além de analisar cuidadosamente todas as taxas e custos envolvidos”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.

Analisando o perfil do consumidor que buscou crédito no Brasil em fevereiro, nota‐se que o público predominante é o masculino, com participação de 53,18%. Na abertura por faixa etária, o público com participação mais expressiva foi de 40 a 49 anos, que representou 24,84% do total.

O indicador aponta que, do público consultado, 4,86% contrataram algum serviço de crédito. Os dados mostram que desse público, 86,23% contrataram Empréstimo e 11,86% Financiamento, totalizando 98,09%. Lembramos que um mesmo CPF pode contratar mais de um produto.

Busca por crédito cai -4,83% em fevereiro em comparação com o mesmo período de 2024, aponta indicador da CNDL/SPC Brasil

Observando a abertura por grupos financeiros que realizaram consultas em fevereiro, o grupo com participação mais expressiva no Brasil foi Intermediação monetária depósitos à vista (34,22%), seguido por Atividades auxiliares dos serviços financeiros (25,19%), que totalizam 59,41% das consultas.

No momento da consulta, 34,16% dos consumidores possuíam alguma restrição ativa.

“A baixa taxa de contratação é outro ponto de atenção, já que sugere uma restrição maior por parte das instituições financeiras. Com a alta inadimplência e os juros elevados, o acesso ao crédito se torna mais seletivo, impactando o consumo e potencialmente desacelerando setores como o varejo e a construção civil.”, alerta o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

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Abrindo os resultados por região, o Sudeste apresentou a maior participação no número de consultas em fevereiro, com 45,92%, seguido pelo Nordeste (21,27%), Sul (18,07%), Centro‐Oeste (8,26%) e Norte (6,49%).

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Sobre a CNDL – Criada em 1960, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) é formada por Federações de Câmaras de Dirigentes Lojistas nos estados (FCDLs), Câmaras de Dirigentes Lojistas nos municípios (CDLs), SPC Brasil e CDL Jovem, entidades que, em conjunto, compõem o Sistema CNDL. É a principal rede representativa do varejo no país e tem como missão a defesa e o fortalecimento da livre iniciativa. Atua institucionalmente em nome de mais de 500 mil empresas, que juntas representam 9% do PIB brasileiro e 17% do PIB do setor, geram 7 milhões de empregos e movimentam R$ 600 bilhões por ano.
SPC Brasil – Há mais de 60 anos no mercado, o SPC Brasil é um dos mais tradicionais bureaux de crédito da América Latina, com uma robusta base de dados com informações de crédito de pessoas físicas e jurídicas. É a plataforma de inovação do Sistema CNDL para apoiar empresas em conhecimento e inteligência para crédito, identidade digital e soluções de negócios. Possui 232 milhões de CPFs no seu banco de dados, 57 milhões de CNPJs cadastrados e 120 milhões de consultas por mês. Oferece serviços que geram benefícios compartilhados para sociedade, ao auxiliar na tomada de decisão e fomentar o acesso ao crédito. É também referência em pesquisas, análises e indicadores que mapeiam o comportamento do mercado, de consumidores e empresários brasileiros, contribuindo para o desenvolvimento da economia do país.