Alta procura ‘salva’ mercado de alimentos saudáveis da crise

5 de maio de 2016

Setor de supermercados aposta que a categoria é a ‘bola da vez’. Mesmo em meio à crise, itens com apelo saudável ganham público

alimentacao-saudavelCom o desemprego subindo e a inflação em alta corroendo o poder de compra das famílias, os supermercados fecharam 2015 com queda real no faturamento e não esperam um cenário diferente para 2016. Porém, mesmo em meio à crise, uma categoria se destaca na ponta positiva: os alimentos com apelo mais saudável.

Segundo pesquisa da Associação Paulista de Supermercados (APAS), realizada em parceria com as empresas Nielsen e Kantar Worldpanel, a preocupação dos consumidores brasileiros com a saúde vem crescendo, motivando uma queda nas vendas de produtos como refrigerantes e margarinas, ao mesmo tempo que itens como água de coco e cream cheese cresceram (veja exemplos no quadro ao lado).

Nesse cenário, muitas marcas têm investido forte em itens voltados para alimentação saudável, como alimentos com menos gordura, açúcar, sódio, com ingredientes orgânicos ou integrais. A aposta do setor é que a demanda mais alta por esse tipo de produtos não seja passageira.

“É um mercado crescente, não é moda. As pessoas estão buscando cada vez mais esse tipo de produto porque sentem a diferença que faz na saúde, qualidade de vida”, diz Samuel Ma, diretor de marketing da NHD Foods.

A empresa, dona de duas marcas de produtos alimentícios voltadas a alimentação saudável, existe desde 2003. Ma conta que o mercado vem crescendo, mas a concorrência também. “Lançamos por exemplo novas embalagens, para nos reinventarmos por causa do surgimento de mais competidores”.

Uma das marcas da NHD Foods é a Good Soy, com a proposta de oferecer guloseimas saudáveis. Entre os produtos sem glúten nem lactose estão snacks de bacon, queijo e outros sabores com sal light e sem gordura trans, além de cookies e brownies de chocolate feito com soja não transgênica. A outra marca da empresa é a Believe, com as mesmas características, porém mais voltada ao público celíaco (pessoas com intolerância ao glúten).

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Fonte: G1